
Sarah Saryngail
Nascida entre elfos do Norte antigo, Sarah Saryngail fora destinada desde cedo a ser uma escriba — uma guardiã de leis, registros e acordos entre clãs. Mas sua vida mudou quando seu pai morreu durante um ataque a uma aldeia aliada dos povos germânicos. Sem herdeiros homens, e movida pela indignação, Sarah abandonou os manuscritos e tomou para si o dever de defender sua terra e seu povo. Mesmo com seu corpo esguio, sua determinação e coragem eram maiores que tudo
Foi nesse período que ela selou um acordo com uma harpia cinzenta, chamada Ybytu, considerada pelos humanos como um mal presságio, afinal, uma daquelas não é vista na Europa, mas entre os elfos, um sinal de vigilância e coragem. Desde então, harpia e elfa tornaram-se inseparáveis — uma parceria baseada em lealdade, não em magia.
Ao lutar ao lado de aldeias germânicas, Sarah conheceu o jovem guerreiro humano Germar Riorson, descendente de um clã que resistiu às invasões do Período das Migrações. A convivência entre eles floresceu em cumplicidade, mas ambos sabiam que a diferença entre suas naturezas tornava qualquer promessa incerta. Ainda assim, quando Sarah completou 20 anos, sentiu que enfim conseguiria confessar o amor que vinha guardando.
Mas antes que pudesse falar, um chamado abriu-se como um papiro diante dela. Sem explosões, sem magia vistosa: apenas uma convocação inevitável. Sarah foi então teletransportada para outra dimensão, carregando apenas consigo seu machado que, agora, possui as runas germânicas do seu amado.